sexta-feira, 6 de junho de 2008

"A filha que nunca tive"


Juliana Boechat - Estagiária do Correio
Caderno especial Taguatinga 50 anos.
Foto: Marcelo Ferreira - CB

Relato Elisa Celeste Vieira, dona da primeira casa de alvenaria do Distrito Federal

"Cheguei ao Brasil em 1951.Nasci e vivi em Portugal até que meu marido, Abílio Martinho, resolveu sair em busca de novas oportunidades de trabalho. Mudamos para o Rio de Janeiro, mas, como meu marido era azulejista e muito bom com obras, correu para o centro do Brasil assim que soube da construção de Brasília.Eu só vim para a Cidade Livre em 1956. Ganhamos um lote do governo e um barraco de madeira, como todo mundo.Mas encontrávamos sempre lagartos e cobras dentro do barraco e meu marido comprou um novo lote na QNA. Construiu uma casa com cimento e tijolos, a primeira de alvenaria do Distrito Federal.Era uma verdadeira mansão. Atrás da casa, fizemos um poço artesiano com 20m de profundidade.Moramos lá por dois anos e logo nos mudamos para construir um novo prédio de alvenaria para Abílio ter a padaria que sempre quis. Era muita coragem investir em uma cidade que não existia. O pequeno prédio na CSB 6, onde moro até hoje, também foi uma das primeiras construções de alvenaria da cidade. Taguatinga é a filha que eu nunca tive."

Um comentário:

Deise Boëchat disse...

Fifi, passei por aqui e como sempre orgulhosa. Bjs.